Sento Sé: Com medo de calote, cooperativa de servidores abandona contrato com a prefeitura, mas leva 1,3 milhão no saco

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A Cooperativa de Trabalho dos Prestadores de Serviço do Estado da Bahia LTDA – Coopservi, contratada pela Prefeitura de Sento Sé, para prestação de serviços de mão de obra terceirizada, abandonou o contrato. Em agosto de 2018, a prefeitura e a direção da cooperativa firmaram contrato no valor global de 8.877.072,00, o que supostamente tenha gerado um distrato por parte do município por não cumprir a sua parte na execução dos pagamentos das parcelas nas datas previstas, o que possivelmente tenha gerado descontentamento por parte do contratado.

Nesta semana o fato foi à tona nas redes sociais, o que gerou indignação de muitas pessoas, inclusive de trabalhadores que poderão ficar desempregados.

Ainda no texto  destacados nas redes sociais informa que : “Há vários meses sem pagamento, a cooperativa corria sérios riscos de fechar as portas. No início de fevereiro/2020, foi creditado o valor de R$ 1.300.00,00 (Hum milhão e trezentos mil reais) na conta da Cooperativa, que desapareceu. Esse dinheiro é apenas uma parte do que a prefeitura tá devendo”.

“Como se vê, a cooperativa aproveitou desse dinheiro depositado e pagou o que devia. Mostrou que não tinha mais interesse de trabalhar para a prefeita e caiu fora. Esse tipo de contrato burla a lei e quem termina sendo prejudicado é o trabalhador que passou a ser funcionário da cooperativa e não do município. A prefeitura tinha compromisso de repassar dinheiro para a cooperativa o que não vinha fazendo. Quando foi agora, fez pagamento de parte do débito, e a direção da cooperativa decidiu não ter mais interesse de trabalhar, rompendo com o contrato”, informou a fonte.

Ainda de acordo a fonte, “a prefeitura estava com quatro meses que não pagava a cooperativa. Como é que a prefeitura gasta mais R$ 4 milhões em estado de emergência sem pagar o funcionalismo”, questionou.

No município, várias lideranças questionam as ausências do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e da Controladoria Geral da União (CGU).

Inicio do problema

Em matéria publicada na data de 03/11/2018, o AP informou que o município formalizou contrato com a Cooperativa sem o consentimento da Câmara de Vereadores. Na época, o valor global pelo contrato foi o mesmo, de R$ 8.877.072,00, pagando a cada mês R$ 739.756,00. O projeto foi assinado pela gestora no dia 15 de agosto.

Veja abaixo:

Foto: Reprodução

A reportagem tentou contato com a direção da cooperativa e com a prefeita Ana Passos e não conseguiu.

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