Jornalista sentoseensse lamenta a morte da professora e escritora Antolina da França vítima de covid-19

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A Jornalista sentoseensse, Maiara Santos, lamentou profundamente a morte da professora e escritora Antonila da França  Cardoso, vítima de covid-19 nesta quarta-feira (09), em Juazeiro (BA). Maiara conta que a professora era culta, alegre, ética e sabia. Enaltecia sempre suas origens e princípios, não importava onde estivesse, sempre fazia questão de citar ou de levantar debates relacionado à cultura do Vale do São Francisco.

“O Sertão do São Francisco perde uma mulher intelectual e pioneira nos estudos da cultura popular da região, professora Antonila Cardoso. Tive o privilégio de conhecê-la por meio dos escritos dessa pesquisadora das tradições e manifestações folclóricas, ainda na graduação do curso  de Jornalismo em Multimeios, da Universidade do Estado da Bahia, quando resolvi pesquisar a Festa dos Kongos  do município de Sento Sé, que resultou no Trabalho de Conclusão de Curso, defendido ano passado”, disse Maiara.

“Foi na obra Nosso Vale. nosso folclore beira-rio, de autoria da professsora Antolina, que encontrei uma vasta documentação, com riqueza e detalhes minuciosos, das manifestações culturais do Vale do São Francisco existentes desde a década de 1970, algumas resistem até hoje às transformações, mudanças e opressões da atualidade.”

Foi através dos seus escritos que também aprendi o significado e motivo das diferentes culturas e religiões diversificadas das cidades do vale. Em decorrência deste valioso trabalho de pesquisa documental, desenvolvi também mais empatia em relação a ancestralidade da cultura africana e indígena”.

Antonila deixou um rico legado e variados textos – crônicas, entrevistas, livros – que servem para estudantes, pesquisadores, instituições e a quem deseje mergulhar na  sua obra para construir e dar continuidade as manifestações culturais que precisam ser vistas e respeitadas por nós, amantes, admiradores, estudantes, pesquisadores, ou simples mortais que necessitam de cultura para continuar a viver em um mundo tão cheio de incertezas e angustias”.

“Finalizo conclamando o que Antonila Cardoso, na década de 70, já pedia: Não deixe morrer as manifestações culturais do Vale do São Francisco”.

Maiara dos Santos, jornalista e pesquisada da cultura do congado de Sento Sé.

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