Estudantes de Sento Sé acusam faculdade particular de “golpe”. Eles estão sem diploma

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“Não se deve brincar com o sonho e a esperança de um ser humano.” A frase foi recitada por um poeta cantador de viola relacionando que a educação é a única forma de liberdade de um povo.

A reportagem recebeu denúncias que dezenas de alunos de Sento Sé, Bahia, tiveram o seu sonho de concluir um curso superior devido a “má fé, crime da diretoria de uma faculdade particular”.

Milca Salua, foi um das estudantes que sonhou em ingressar em uma instituição de ensino superior, ser aprovado em todas as disciplinas e concluir o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para conseguir ter acesso ao seu diploma. O sonho e determinação de Milca e outros 29 alunos foi interropido no ano de 2018, quando a  situação virou um pesadelo de universitário.

“Estavamos tão confiantes que no ano de 2019 realizamos até a festa de formatura, de conclusão”, revela Milca, que enviou fotos para compravar as denúncias.

Do pesadelo a atual realidade vivida agora em 2021: os 30 concluintes da Unidade de Ensino Superior do Sertão da Bahia (UESSBA) não receberam o diploma e certificado profissional de conclusão do curso escolhido, pedagogia e que desde o ano de 2018 os diretores financeiros e geral da Faculdade “sumiram, não atendem telefone e não respondem mensagens.”

Milka conta que toda a turma acumula desculpas “Pagamos as mensalidades em dia. Estudamos muito e havia aulas a distância e presencial mas nunca tivemos o sonhado diploma em mãos devidamente reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura”, revela Milca.

Apesar das tentativas de contato com o setor financeiro e diretoria da UESSBA-Faculdade do Sertão, localizada em Irecê, a reportagem não recebeu respostas. Os estudantes cobram o documento, diploma de certificação profissional.

“Isto é um crime. Eles, A UESSBA, comete um ato criminoso que abala as estruturas de quem não só sonhou, mas sabe a importância de um curso superior”, diz Milka.

De acordo com as pessoas ouvidas no grupos de WhatsApp articulado para buscar a resolução do problema, cresce a cada dia os número dos “sem diplomas”, em várias cidades da Bahia. “São mais de 300 pessoas com a mesma pendência, até agora enganadas pela direção da faculdade que não dá uma explicação”.

Em Irecê, Maik de Jesus, 27 anos, que cursou Administração na UESSBA e chegou a colar grau na instituição, acusa que a diretoria da faculdade vem enganando os alunos e adiando a entrega do documento desde 2018. “Nos disseram que todos iam receber o diploma. Mas, depois de fazer a solicitação de diploma em junho de 2019, foram várias as desculpas que a diretoria da instituição nos deu para adiar essa entrega. Depois de tanta enrolação, fizemos boletim de ocorrência na delegacia e alguns entraram com processo judicial, mas, até hoje, nada foi resolvido”, diz, mencionando o boletim de ocorrência contra a instituição.

A reportagem não conseguiu ouvir o Sindicato das Entidades Mantenedoras do Ensino Superior da Bahia (Semesb).

Redação redeGN Foto: Arquivo

3 COMENTÁRIOS

  1. Pena que faculdades continuem a desprestigiar o sonho de seus alunos. Foram descredenciados pelo MEC e não cuidaram de resolver a situação desses alunos. É um dano terrível, e é tanto moral quanto material.
    Absurdo!

  2. Eu também cursei está faculdade, passei muitas dificuldades pra terminar o curso. Noites sem dormir Pra fazer os trabalhos e trabalhar no outro dia.
    Já vai fazer dois anos da colação de grau
    Não devo nada pra está instituição muito pelo contrário paguei pra estudar e quero meu diploma

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