Homem foragido por homicídio em São Paulo é capturado após 7 anos em Sento Sé

0
287

O vigilante Aurelito Borges Santiago, que em 2014 fugiu do próprio julgamento antes da condenação por homicídio em Ribeirão Preto (SP), foi preso nesta terça-feira (22) pela Polícia Civil de Juazeiro (BA) em Sento Sé (BA), cidade de origem dele. O homem foi condenado a 21 anos e quatro meses de prisão pela morte de um estudante em 2008.

Aurelito Santiago foi preso pela Polícia Civil de Juazeiro (BA) — Foto: Divulgação

Segundo a 17 ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), policiais receberam informações de que Borges Santiago estava em Sento Sé e fizeram campana para identificar, localizar e prender o vigilante. Ainda de acordo com a polícia, o fugitivo vendia pão em um ponto comercial do município e está com aparência física diferente da apresentada em 2014, quando se tornou foragido ao abandonar o júri no interior de São Paulo.

Após a prisão, Aurelito Borges Santiago passou por exames de lesões corporais e foi encaminhado ao Conjunto Penal de Juazeiro.

Condenação e fuga

Em janeiro de 2008, Aurelito Borges Santiago se apresentou à polícia e confessou ter atirado nas costas do estudante Rodrigo Bonilha no cruzamento das avenidas Portugal e Nove de Julho, em Ribeirão Preto. Bonilha estava com quatro amigos em uma lanchonete. Ao deixar o local, passou em frente a um salão de festas onde o réu trabalhava e foi baleado.

Aurelito Borges Santiago: vigia de Ribeirão Preto foi preso em Sento Sé (BA) — Foto: Weber Sian/Jornal A Cidade

Borges Santiago respondia em liberdade e no dia do julgamento, em março de 2014, fugiu do tribunal e do fórum de Ribeirão Preto após oito horas de julgamento antes de ser dado o veredicto, que o condenou a 21 anos e quatro meses de prisão por homicídio. Ele deixou o local e não foi encontrado em nenhuma dependência do fórum em um intervalo de meia hora estabelecido pelo tribunal.

A juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, responsável por dar o veredicto, ainda deu 15 minutos para aguardar a volta de Santiago à sala do júri, mas proferiu a sentença mesmo sem a presença do réu. Na época, em uma carta à imprensa, a magistrada declarou que não houve falha na segurança no julgamento do vigilante. Ainda segundo escreveu a juíza na carta, Santiago só poderia ser preso após a sentença, por isso foi considerado foragido.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui